AUTORES
Joaquim
Melon Simões, Filomena Gomes, João Sevivas, Patrícia Pereira, Domingos Bravo,
Angelino Pereira, Antero Monteiro, Isabel Millet, Abel Lenhares, Helena
Lucena, Delmar Maia Gonçalves, Ivone Neves Almeida,
Gabriel de Sousa, Margarida Pelágio,
José Branquinho, Sílvia Soares,
Zeca Soares, Nelma Campos, Paula Cardoso
Capricho, Sofia Isabel Vieira
PREÂBULO
conto
«(...) Oscar
Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a
necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta)
talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual
estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede
sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não
existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que
julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam
a capacidade de sonhar, de imaginar - é a outra dimensão da Vida; quando
narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos,
impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses, – no
Olimpo da Literatura - aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s)
assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo
fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o
primado da Vida-Literatura: a literatura como toda a arte, é uma confissão
de que a vida não basta”».
Escrever, seja o que for, com
coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais
difícil; vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a
espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao
esgotamento e à de(s)ignificação dos rituais, do encanto, dos mistérios e da
magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo –
escre(ver) é ver, ver é contar... Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma
das tábuas de salvação do Homem (...)».
poesia
«(...)
A tentação primeira, perante a leitura de uma qualquer obra poética, deve ser
a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. Escreveu
Eduardo Lourenço nessa maravilhosa obra chamada Tempo e Poesia:
“Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É
aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale
pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer
tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes”.
Sabemos e
sentimos que a Poesia é bem mais do que uma linguagem: energia-cósmica que
impele a procura de nós, trilho do Graal, mística, amor, paixão, algo
sagrado. No poema, as palavras não são palavras, são “outra coisa” que tem a
força e o sentido de uma oração a todos os deuses. Fruir estes poemas-oração,
é como descansar serenamente - e por magia - sobre as águas do Mar num dia
calmo e ao crepúsculo (...)».
Ângelo
Rodrigues
CONVITE
EDITORIAL
MINERVA e os autores, Joaquim Melon Simões, Filomena Gomes, João Sevivas,
Patrícia Pereira, Domingos Bravo, Angelino pereira, Antero Monteiro, Isabel
Millet, Abel Lenhares, Helena Lucena, Delmar Maia Gonçalves, Ivone Neves
Almeida, Gabriel de Sousa, Margarida Pelágio, José Branquinho, Sílvia
Soares, Zeca Soares, Nelma Campos, Paula Cardoso Capricho e Sofia Isabel
Vieira têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a Sessão de
Apresentação da colectânea VERBUM - conto & poesia,
a realizar no dia 8 (Sábado) de Maio de 2004, pelas 18:15
horas em:
PALÁCIO GALVEIAS - Biblioteca Municipal Central
Sala das
Colunas - Campo Pequeno – Lisboa
Coordenação
da sessão e apresentação da obra e autores por
Ângelo
Rodrigues (com a colaboração do mestre em
«História da Qualidade
de Vida e da Boémia Contemporânea» von Trina).
Leitura de alguns poemas, de pequenos excertos dos contos e performance
musical pelo grupo
O Seu Contrário
(Cristina Estrompa, Pedro
Mulder
e von
Trina).
OUTRAS APRESENTAÇÕES
PÚBLICAS DESTA OBRA
14 de Maio
de 2004 - sessão de apresentação na FNAC de Matosinhos com a presença de
alguns autores.
29 de Maio
de 2004 - sessão de autógrafos pelos autores da obra na
Feira do Livro de
Lisboa.