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O PASSO SEGUINTE
romance
Fernando Morgado de Andrade
Edição e Distribuição:
Editorial Minerva
Rua da Alegria, nº 30 -
1250-007 Lisboa
Tel. 213224950 - Fax
213224952
minerva-tania@sapo.pt
Data - 1ª Edição: Abril de 2005
Coordenação literária:
Ângelo
Rodrigues
Pintura da
Capa:
Miguel d'Hera
Concepção da capa/Design: JM & atelier Minerva
ISBN:
972-591-632-8
Depósito Legal:
nº 222467/05
Formato: 21 x 14,5 cm
Páginas: 496
Preço de capa: 15 €
CONTRACAPA
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Fernando
Morgado de Andrade nasceu em Lisboa em 1925 e é diplomado com o
curso de Correspondente do antigo Instituto Comercial de Lisboa.
Trabalhou na administração local, na indústria têxtil, na marinha
mercante e na indústria vidreira. Na sua juventude publicou novelas
e contos, sendo O PASSO SEGUINTE o
seu primeiro romance.
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U m
pobre diabo, oriundo de uma família empobrecida nas sequelas da Grande
Depressão, movimenta-se na sociedade salazarista. Mal preparado,
admirador original de Hitler e de Mussolini, assiste de longe à derrota
da Grande Alemanha e entra no mercado do trabalho, onde vai conhecer os
truques dos mais poderosos, as injustiças, a sociedade da concorrência.
Salazar acena com a democracia orgânica, remodela governos, a Oposição,
sem esperança, apresenta candidatos às eleições manipuladas do Estado
Novo. Ao longo do romance perpassam os agitados dias do século XX, a
campanha de Humberto Delgado, o boom dos anos 60, a guerra
colonial, a ascensão de Marcello, as eleições, a alegria do 25 de Abril,
o desencanto. E também pequenas invejas, pequenas intrigas, o sexo. O
protagonista adula poderosos, despreza os excluídos, envolve-se nas
competições ferozes entre profissionais, vive os altos e os baixos. Nos
capítulos finais releva a mágoa de disputas estéreis por ambições e
destaques pessoais, terminando o romance com lágrimas do narrador ao ver
partir para a morte alguém que, para lá das inquietações, compreende ter
justificado a sua existência: a Mulher que amou.
O PASSO SEGUINTE é, no fundo, um comentário da pequena burguesia
urbana, a um tempo irónico e melancólico, sobre aspectos da sociedade
portuguesa das últimas décadas.
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