MAIS-VALIA

conto & poesia

 

Autores: 18

Data: Junho de 2002

Coordenação literária  Ângelo Rodrigues

Capa: Miguel d'Hera, colagem,

O olho perscrutante do deus, 21 x 29,5 cm, 2001

ISBN: 972-591-527-5

Depósito Legal: nº 179009/02

Formato: 21 x 13,5 cm

Páginas: 216

AUTORES

 

Maria Bulac; Eunice Macedo; Manuel José Caria Gonçalves;

Rute Violante; Maria do Céu Nogueira; Maria Manuela Menezes;

Alfbernardo; Lígia Casinhas; João Sevivas; Isabel Saldanha;

Liana Tinôco Ferreira; José Maria Castro Ribeiro;

Lecídia Maio; Elsa Pinto; Ana Margarida Vaz;

Maria Helena Dinis Prata Tomás; António Gonçalves Gama;

José Carlos Caroço

PRÂMBULO

 

CONTO

 «(...) Oscar Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta) talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam a capacidade de sonhar, de imaginar -  é a outra dimensão da Vida; quando narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos, impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses, – no Olimpo da Literatura - aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s) assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o primado da Vida-Literatura: a literatura como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta”».

Escrever, seja o que for, com coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais difícil; vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao esgotamento e à de(s)ignificação dos rituais, do encanto, dos mistérios e da magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo – escre(ver) é ver, ver é contar... Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma das tábuas de salvação do Homem (...)».

 POESIA

 «(...) A tentação primeira, perante a leitura de uma qualquer obra poética, deve ser a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. Escreveu Eduardo Lourenço nessa maravilhosa obra chamada Tempo e Poesia: “Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes”.

Sabemos e sentimos que a Poesia é bem mais do que uma linguagem: energia-cósmica que impele a procura de nós, trilho do Graal,  mística, amor, paixão, algo sagrado. No poema, as palavras não são palavras, são “outra coisa” que tem a força e o sentido de uma oração a todos os deuses. Fruir estes  poemas-oração, é como descansar serenamente - e por magia - sobre as águas do Mar num dia calmo e ao crepúsculo (...)».

 Ângelo Rodrigues

CONVITE

EDITORIAL MINERVA  e os autores  Maria Bulac; Eunice Macedo; Manuel José Caria Gonçalves; Rute Violante; Maria do Céu Nogueira; Maria Manuela Menezes; Alfbernardo; Lígia Casinhas; João Sevivas; Isabel Saldanha; Liana Tinôco Ferreira; José Maria Castro Ribeiro; Lecídia Maio; Elsa Pinto; Ana Margarida Vaz; Maria Helena Dinis Prata Tomás, António Gonçalves Gama e José Carlos Caroço, têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a Sessão de Apresentação da colectânea MAIS-VALIA  - conto & poesia, a realizar no dia 01 (Sábado) de Junho de 2002, pelas 16:30 horas em:

AUDITÓRIO DA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

Parque Eduardo VII – Lisboa

Coordenação da sessão e apresentação da obra e autores por Ângelo Rodrigues (com a colaboração de von Trina). Participação especial do escritor e “animador de ideias” Júlio Roberto. Selecção de poemas ditos pelos Jograis Orpheu. Performance musical por Noémia Gonçalves e Cristina Moita (flauta transversal).    

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