LAÇOS DE PALAVRAS

conto & poesia

 

Autores: 20

Data: Junho de 2005

Coordenação literária  Ângelo Rodrigues

Capa: Miguel d'Hera

ISBN: 972-591-640-9

Depósito Legal: nº 225499/05

Formato: 21 x 13,5 cm

Páginas: 224

AUTORES

Maria Eduarda, Silvestre Raposo, Jeracina Gonçalves, Maria João Franco Garcia, Piedade Araújo Sol, Antero Fernandes Monteiro, Maria Helena Sousa, João César Leitão, Ana Sacadura, Maria Isabel Matos Pereira Agante, José Fernandes, Inês Nunes, Luís Silva, Irondina Viegas, Sílvia Soares, João Calado, Hermilo Grave, José Branquinho, Ana Amorim e Hugo Justo

PREÂBULO

 

conto

 «(...) Oscar Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta) talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam a capacidade de sonhar, de imaginar -  é a outra dimensão da Vida; quando narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos, impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses, – no Olimpo da Literatura - aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s) assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o primado da Vida-Literatura: a literatura como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta”».

Escrever, seja o que for, com coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais difícil; vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao esgotamento e à de(s)ignificação dos rituais, do encanto, dos mistérios e da magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo – escre(ver) é ver, ver é contar... Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma das tábuas de salvação do Homem (...)».

 poesia

 «(...) A tentação primeira, perante a leitura de uma qualquer obra poética, deve ser a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. Escreveu Eduardo Lourenço nessa maravilhosa obra chamada Tempo e Poesia: “Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes”.

Sabemos e sentimos que a Poesia é bem mais do que uma linguagem: energia-cósmica que impele a procura de nós, trilho do Graal,  mística, amor, paixão, algo sagrado. No poema, as palavras não são palavras, são “outra coisa” que tem a força e o sentido de uma oração a todos os deuses. Fruir estes  poemas-oração, é como descansar serenamente - e por magia - sobre as águas do Mar num dia calmo e ao crepúsculo (...)».

 Ângelo Rodrigues

CONVITE

Editorial Minerva e os autores, Maria Eduarda, Silvestre Raposo, Jeracina Gonçalves, Maria João Franco Garcia, Piedade Araújo Sol, Antero Fernandes Monteiro, Maria Helena Sousa, João César Leitão, Ana Sacadura, Maria Isabel Matos Pereira Agante, José Fernandes, Inês Nunes, Luís Silva, Irondina Viegas, Sílvia Soares, João Calado, Hermilo Grave, José Branquinho, Ana Amorim e Hugo Justo,  têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a Sessão de Apresentação da colectânea LAÇOS DE PALAVRAS - conto & poesia, a realizar no dia 4 (Sábado) de Junho de 2005, pelas 16 horas em

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

Auditório Principal – Parque Eduardo VII – Lisboa

Coordenação da sessão e apresentação da obra e autores pelo animador-cultural Ângelo Rodrigues. Intervenção dos autores. Actuação do Grupo Coral do Sporting Clube de Portugal dirigido pelo maestro Joaquim Oliveira. Performance musical por Bruno Barradas e Ângelo Rodrigues (guitarra).      

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