LABIRINTO DE ESPELHOS

conto & poesia

 

VEJA AQUI ALGUMAS FOTOGRAFIAS DO EVENTO

 

Autores: 20

Data: Março de 2007

Coordenação literária  Ângelo Rodrigues

Capa: Miguel d'Hera

 

ISBN: 978-972-591-703-0

Depósito Legal: nº 254075/07

Formato: 21 x 13,5 cm

Páginas: 224

Preço de capa: 10 € (IVA incluído)

AUTORES

 

 

João António Peixoto

 

Leonor Bettencourt Bernardo

Delmar Maia Gonçalves

António de Aguiar

Sara Madaleno

Isabel Romano Colaço

João Gama

Isabel Valentino

Eva Cristina Martins

Irondina Viegas

Pedro Ferreira

José Branquinho

Luís Telésforo

Vânia Nobre

João Calado

Pedro Lopes

Cristina Santos

David Santos

Maria Dolores Piteira

Armando Mendes

 

 

PREÂMBULO

 

conto

«(...) Oscar Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta) talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam a capacidade de sonhar, de imaginar -  é a outra dimensão da Vida; quando narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos, impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses, – no Olimpo da Literatura - aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s) assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o primado da Vida-Literatura: a literatura como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta”».

Escrever, seja o que for, com coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais difícil; vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao esgotamento e à de(s)ignificação dos rituais, do encanto, dos mistérios e da magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo – escre(ver) é ver, ver é contar... Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma das tábuas de salvação do Homem (...)».

 poesia

«(...) A tentação primeira, perante a leitura de uma qualquer obra poética, deve ser a de nada lhe perguntar pois talvez nenhuma pergunta seja possível. Escreveu Eduardo Lourenço nessa maravilhosa obra chamada Tempo e Poesia: “Compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes”.

Sabemos e sentimos que a Poesia é bem mais do que uma linguagem: energia-cósmica que impele a procura de nós, trilho do Graal,  mística, amor, paixão, algo sagrado. No poema, as palavras não são palavras, são “outra coisa” que tem a força e o sentido de uma oração a todos os deuses. Fruir estes  poemas-oração, é como descansar serenamente - e por magia - sobre as águas do Mar num dia calmo e ao crepúsculo (...)».

 Ângelo Rodrigues

CONVITE

Editorial Minerva e os autores, João António Peixoto; Delmar Maia Gonçalves; Sara Madaleno; João Gama, Eva Cristina Martins; Pedro Ferreira; Luís Telésforo; João Calado; Cristina Santos; Maria Dolores Piteira; Leonor Bettencourt Bernardo; António de Aguiar; Isabel Romano Colaço; Isabel Valentino; Irondina Viegas; José Branquinho; Vânia Nobre; Pedro Lopes; David Santos; Armando Mendes, têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a Sessão de Apresentação da colectânea LABIRINTO DE ESPELHOS - conto & poesia, a realizar no dia 17 (Sábado) de Março de 2007, pelas 17 horas em

 

JUNTA DE FREGUESIA DE BENFICA

Auditório Carlos Paredes

Avª Gomes Pereira, 17 – Benfica – Lisboa

Acessos: Autocarros: 16C, 24, 50, 84

                                     

Coordenação da sessão e apresentação da obra e autores pelo animador-cultural Ângelo Rodrigues. Intervenção dos autores. Momento musical por José Antunes (canções).

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